terça-feira, 3 de maio de 2011

Cebes promoverá 36 cursos a partir de junho


Ótima iniciativa do CEBES. Avalio que precisamos realmente iniciar atividades de formação política dentro no setor saúde. Principalmente para que possamos voltar a fortalecer o movimento da Reforma Sanitária, haja visto que este processo apenas foi iniciado há vinte anos atrás e que precisamos fortalecê-lo, principalmente num momento em que temos abertura política diante de um governo progressista e que tem alguns interesses consensuais com os movimentos sociais. 

Rafael Damasceno - DCE UFBA

Segue matéria: Fonte CEBES

Corte da Prefeitura orienta clínicas particulares a suspenderem atendimento pelo SUS sete dias por mês

Mais um absurdo cometido pela atual gestão da Prefeitura Municipal de Salvador. Diante do ferrolho orçamentário que vem passando, a Secretaria Municipal de Saúde toma esta incoerente decisão. Questiono-me até sobre a legitimidade jurídica desta ação, porém nem vou a tanto. Como deixar uma população que já vem sendo bastante desassistida no quesito saúde sem o serviço por sete dias nos hospitais conveniados pela Prefeitura? A doença dos pacientes pode esperar? Será que atualmente os já poucos Postos de Saúde vão dar conta da enorme demanda? É lógico que não. Esta postura reflete o caos em que vive a gestão municipal da cidade de Salvador, que para cortar gastos não vai medir esforços, até mesmo se tiver que prejudicar seus (muito pacientes por sinal, pois a conjuntura deveria já ser de revoltas populares com inúmeros protestos) cidadãos soteropolitanos.


Não queremos com isso afirmar que o sistema complementar privado no setor saúde deva ser fortalecido, pelo contrário, continuaremos lutando por um sistema realmente único de saúde, forte, universal e de qualidade, porém não podemos negar o importante papel que a iniciativa privada hoje cumpre na assistência a saúde da população, afinal mais de 50% dos gastos em saúde vão para o setor privado com o pagamento dos convênios etc. Portanto, esta ação da prefeitura é bastante equivocada. Trará sérios prejuízos para o já precário sistema de saúde municipal. O pior disso tudo é que a população soteropolitana ainda sofrerá mais quase dois anos com esta gestão desastrosa que a cada dia que passa vem tornando nossa linda capital baiana numa cidade em que as pessoas já não tem tanto prazer em viver, por não conseguir enxergar uma cidade que está crescendo e sim se deteriorando de forma consciente, paulatina e irresponsável.

Rafael Damasceno 
Diretor de Saúde - DCE UFBA


Segue reportagem.

quinta-feira, 21 de abril de 2011