sábado, 14 de agosto de 2010

E eu me dei conta das horas que já se fazem...

 Por Keury Rodrigues¹

Parece natural essa angústia sufocante que toma os laços do pensar. Esta mesma que arremata os outros laços, aqueles da vida cotidiana... É nessa hora que dá vontade de gritar e de ser ouvido...

É tempo de se fazer ouvir mais uma vez. É tempo de eleição.

Quatro anos passou da última vez que pude ver em meus pais o desejo da mudança, o crédito no amanhã, que vivo hoje como presente. As escolhas que fizemos no ontem se tornam o formato dado daquilo que finalmente sonhamos. Escolha feliz já dizia minha mãe.

Há muito tempo não se mudava nesse País. Há tempos, o POVO, aquele que sente na carne as mudanças, aquele que tinha o anseio de ser visto, não tinha seu grito espalhado pelas ruas. Os jovens, como eu, não declaravam a ambição de um NOVO Brasil.

Mas quatro anos é pouco para uma geração que esperou muito... Quatro anos é apenas o começo de “uma luz no fim do túnel”... Quatro anos é pouco para todas as lutas que foram travadas.

Ainda que pareça um novo rumo, ou melhor, um velho novo rumo resgatado não podemos nos esquecer do cálice.  Aquele que embriaga e nos faz “desperceber” tudo aquilo que aquela carne, a do povo sofrido, passou há tempos atrás. Por isso, e muito mais, acredito na vontade de mudar na perspectiva desse novo que se apresentou há quatro anos e que não podemos deixar escapar entre os dedos.

E, como dizia o sábio Chico Buarque: “Pai, afasta de mim esse cálice.”

 
 O cálice da corrupção, da educação que a qualidade só se vê em projetos não executados, do não acesso à saúde de qualidade, da segurança falida, dos sonhos esquecidos...

Os jovens ainda acreditam. E a História ainda quer dizer-lhe todas essas coisas que minha mãe me disse... Aquelas, referente à  a escolha feliz.

¹Estudante de Enfermagem da UFBA, Coordenadora de Finanças do Diretório Acadêmico de Enfermagem.

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